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Divulgação do Estudo de “Caracterização da Estrutura Económica do Algarve" |
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O estudo “Caracterização da Estrutura Económica do Algarve”, integrado no âmbito do Projecto NERA 2008 – Inovar para Competir, realizado entre Dezembro de 2006 e Junho de 2008, foi elaborado por uma equipa de especialistas coordenada pelo CRIA – Centro Regional para a Inovação do Algarve da UAlg e teve como objectivo geral caracterizar a estrutura económica do Algarve. O estudo não teve a pretensão de ser um avanço significativo de conhecimento, mas apenas com a informação disponível, consolidar o conhecimento existente sobre uma série de questões, contribuindo para uma consciência regional responsável, um contributo para a criação de uma visão da região sobre si mesma, um possível ponto de partida para estudos futuros.
Em termos específicos procurou-se:
1. comparar o comportamento da região através de indicadores socio-económicos relevantes com outras regiões NUTS II e com o país;
2. analisar sinteticamente indicadores de performance dos vários concelhos do Algarve;
3. quantificar a destruição/criação líquida de postos de trabalho qualificados;
4. perceber as relações intersectoriais fundamentais na região;
5. problematizar os impactos da localização das sedes fiscais das empresas que se situam (actuam) no Algarve; e,
6. entender a dinâmica das empresas da região na inovação e que relações existem entre a capacidade inovadora, a criação de vantagens competitivas e o desempenho.
A realização deste trabalho permitiu consolidar um conjunto de ideias centrais em torno dos temas abordados nos vários capítulos:
1. O Algarve apresenta indicadores estatísticos - numa diversidade de temas - que explicitam uma boa performance em termos médios face à realidade das outras regiões portuguesas e média nacional.
2. A boa posição média do Algarve esconde, contudo, uma relevante heterogeneidade intra-regional, ilustrada pelas dissemelhanças entre concelhos do litoral, interior e principais pólos urbanos.
3. O trabalho qualificado cresceu muito na região na última década mas tem revelado uma evolução preocupante de diminuição, detectada nos dois últimos anos para os quais há disponibilidade de informação.
4. O Algarve apresenta uma forte especialização em actividades económicas ligadas ao sector do Turismo, baseada em vantagens comparativas relacionadas com os Recursos Naturais. Este facto leva a que muitos indicadores sejam artificialmente sobreavaliados e de difícil comparação.
5. A decisão municipal de isenção da receita de derrama não parece influenciar fortemente a decisão de localização das empresas e sociedades na região. Pelo contrário, o crescimento verificado nos impostos que recaem na propriedade, que constituem a principal parcela das suas receitas, tem registado ritmos de progressão muito superiores às médias nacionais.
6. Os municípios do Algarve situados junto ao litoral, ao captarem mais pessoas e actividade económica, são caracterizados numa percentagem significativa das suas receitas, por impostos sobre a propriedade, gerando um incentivo para o aumento dos seus orçamentos através do crescimento da ocupação do território
7. A situação relativamente débil do Algarve em indicadores de inovação traduz uma limitada capacidade de incorporação de I&D e de investimento em actividades inovadoras.
8. O Turismo, visto muitas vezes como um sector moderadamente inovador e capaz de gerar pouco valor acrescentado, deve criar maior capacidade competitiva, quer seja pelo upgrade do próprio destino, com ofertas mais diferenciadas e qualificadas, quer pela interligação a outras actividades de cariz mais tecnológico, como a utilização de TIC, Energias Renováveis ou Agro-alimentar.
Coordenação Científica João Guerreiro
Coordenação Operacional Hugo Pinto João Amaro
Investigação Ana Paula Barreira Ana Rita Cruz Ângelo Teixeira Hugo Pinto João Nuno Neves Jorge Andraz Paulo Rodrigues
Design Helder Rodrigues
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